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Paulk alega haver abandonado a homossexualidade, porém os fatos
parecem demonstrar o contrário
Seba Martínez
Março de 2007
O Ministério Restauração, uma organização
religiosa de Argentina que busca convencer a pessoas gays de na
realidade são heterossexuais confundidos, há incluido em seu
site web o
“testemunho” de um ativista “ex-gay”
que recentemente se viu forçado a renunciar seu posto por haver
sido descoberto de liga em uma taberna gay.
Em setembro de 2000
John Paulk, que havia aparecido em revistas como o protótipo de
homem cristão ex-gay, foi fotografado enquanto paquerava com os
paroquianos de Mr. P's, um famoso bar gay de Washington, D.C.
Paulk, que nesse momento se desempenhava como titular de Exodus
International, uma organização católica “ex-gay”, primeiro
diisse que havia entrado ao bar para usar o banheiro, porrém
quando a mentira de Paulk foi desmascarada, Exodus obrigou a
Paulk a abandonar seu posto na organização.
“Pôr a John Paulk
como porta-voz do movimento ‘ex-gay’ é tão ridiculo como seria
pôr ao ator negro Denzel Washington como porta-voz duma campanha
da Ku Klux Klan”, diz Hugo Salinas, diretor associado de
Afirmação: Mórmons Gays e Lésbicas. “A hipocrisia de Paulk há
sido denunciada pela imprensa, corroborada por muitas
testemunhas, e admitida por ele mesmo Paulk, que abandonou
Exodus International faz já quatro anos”.
Paulk é um de
muitos dirigentes do movimento “ex-gay” que, a tempos atrás,
admitiram (ou se viram obrigados a admitir) que continuavam
sendo gays. Gary Cooper e Michael Bussee organizaram uma das
primeiras conferências de “ex-gays” em1976, de onde sairam o
Exodus International; no entanto, Cooper e Bussee terminaram por
enamorar-se e divorciar de suas esposas para viver juntos como
casal.
De maneira similar,
em 1998 Michael Johnston protagonizou uma das campanhas
nacionais de publicidade mais difundidas nos Estados Unidos,
onde assegurava que os gays podem mudar sua orientação
sexual. No entanto, agora Michael Johnston experimentou uma
“recaida moral” e abandonou a seu ministério e aos dois grupos
cristãos conservadores com quem trabalhava.
No movimento mórmon,
Russ Gorringe, depois de anos como um
dos diretores do grupo “ex-gay”
Evergreen, finalmente renunciou da
organização e aceitou sua identidade gay. “Me alegra ser gay,”
Russ diz agora. “Aceitar minha orientação sexual me há trazido
muita alegria.”
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